O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO VII 1009

4. Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, testemunhando-lhe que queria perguntar-lhe alguma coisa. Ele lhe disse: Que quereis? Ordenai, disse-lhe ela, que meus dois filhos que aqui estão tenham assento em vosso reino, uma à vossa direita e outro à vossa esquerda. Mas Jesus lhe respondeu: Vós não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que vou beber? Eles lhe disseram: Nós o podemos. Ele lhes respondeu: É verdade que bebereis o cálice que eu vou beber; mas quanto a estar sentado à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim vos conceder, mas isso será para aqueles que meu Pai tenha preparado. Os outros dez apóstolos, tendo ouvido isso, encheram-se de indignação contra os dois irmãos. Jesus, tendo-os chamado para si, lhes disse: Vós sabeis que os príncipes das nações as dominam, e que os grandes as tratam com império. Não deve ser o mesmo entre vós; mas aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servidor; e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja vosso escravo; como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida pela redenção de muitos. (São Mateus, cap. XX, v. 20 a 28).

5. Jesus entrou num dia de sábado na casa de um dos principais Fariseus, para aí tomar sua refeição, e aqueles que lá estavam o observaram. Então, considerando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convidados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este, e que então estejais diminuídos em vos dirigir com vergonha ao último lugar. Mas, quando fordes convidados, ide vos colocar no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos tiver convidado vier, vos diga: Meu amigo, subi mais alto. E então isso será um motivo de glória diante daqueles que estarão à mesa convosco, porque todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado. (São Lucas, cap. XIV, v. 1 e de 7 a 11).

6. Essas máximas são a conseqüência do princípio de humildade que Jesus não cessa de colocar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor, e que formulou por estas palavras: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus." Ele toma