O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO VII 1016

todos os séculos dos séculos. Assim seja. (LACORDAIRE, Constantina, 1863).

12. Homens, por que lamentais as calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Menosprezastes a santa e divina moral do Cristo, não vos espanteis, pois, que a taça da iniqüidade tenha transbordado de todas as partes.

A inquietação torna-se geral; a quem inculpá-la senão a vós que procurais incessantemente vos esmagar uns aos outros? Não podeis ser felizes sem benevolência mútua, e como a benevolência pode existir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males; dedicai-vos, pois, a destruí-lo, se não quiserdes perpetuar suas funestas conseqüências. Um só meio se vos oferece para isso, mas este meio é infalível: tomar por regra invariável de vossa conduta a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado na sua interpretação.

Por que tendes em tão grande estima aquilo que brilha e encanta aos olhos, antes daquilo que toca o coração? Por que o vício da opulência é o objeto de vossas adulações, quando não tendes senão um olhar de desdém para o verdadeiro mérito na obscuridade? Que um rico debochado, perdido de corpo e alma, se apresente em qualquer parte e todas as portas lhe são abertas, todos os olhares são para ele, enquanto que mal se digna conceder um cumprimento de proteção ao homem de bem que vive de seu trabalho. Quando a consideração que se concede às pessoas é medida pelo peso do ouro que possuem, ou pelo nome que ostentam, que interesse podem elas ter de se corrigirem de seus defeitos?

Ocorreria diversamente se o vício dourado fosse fustigado pela opinião pública como o vício em andrajos; mas o orgulho é indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida, mas por que deixastes as necessidades materiais usurpar sobre o bom senso e a razão? Por que cada um quer se elevar acima do seu irmão? Hoje, a sociedade sofre disso as conseqüências.

Não esqueçais que um tal estado de coisas é sempre um sinal de decadência moral. Quando o orgulho atinge os últimos limites, é indício de uma queda próxima, porque Deus pune sempre os soberbos. Se os deixa, algumas vezes, subir,