O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XVII 1132

culo e a ilusão das riquezas sufocam em si essa palavra, e a tornam infrutífera.

Mas aquele que recebe a semente numa boa terra é aquele que escuta a palavra, que lhe presta atenção e que dá fruto, e rende cento, ou sessenta, ou trinta por um. (São Mateus, cap. XIII, v. de 18 a 23).

6. A parábola da semente representa perfeitamente as diferenças que existem na maneira de aproveitar os ensinamentos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais eles não são senão a letra morta que, semelhante à semente caída sobre a rocha, não produzem nenhum fruto!

Ela encontra uma aplicação, não menos justa, nas diferentes categorias de espíritas. Não é o emblema daqueles que não se apegam senão aos fenômenos materiais, e deles não tiram nenhuma conseqüência, porque não vêem neles senão um objeto de curiosidade? Daqueles que não procuram senão o brilho nas comunicações dos Espíritos, e não se interessam por elas senão quando satisfazem a sua imaginação, mas que, depois de as terem ouvido, são tão frios e indiferentes quanto antes? Que acham os conselhos muito bons e os admiram, mas deles fazem aplicação nos outros e não a si mesmos? Dos que, enfim, para quem essas instruções são como a semente caída na boa terra e produzem frutos?

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

O DEVER

7. O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida. O dever é a lei da vida; ele se encontra nos mais ínfimos detalhes, assim como nos atos elevados. Não quero falar aqui senão do dever moral, e não daquele que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se acha em antagonismo com as seduções do interesse e do coração; suas vitórias não têm testemunhos, e suas derrotas não têm repressão. O dever ínti-