O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXI 1173

cipais médiuns que recebem um cunho de lógica e de autenticidade de nossos melhores Espíritos, farão rapidamente justiça a esses ditados mentirosos e astuciosos emanados de uma turba de Espíritos enganadores ou maus.(ERASTO, discípulo de São Paulo, 1862).

(Ver na introdução o parágrafo: II. Controle universal do ensinamento dos Espíritos. – O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, Da obsessão).

JEREMIAS E OS FALSOS PROFETAS

11. Eis o que disse o Senhor dos exércitos: Não escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e que vos enganam. Eles divulgam as visões de seus corações, e não o que aprenderam da boca do Senhor. Dizem àqueles que me blasfemam: O Senhor o disse: vós tereis a paz; e a todos aqueles que caminham na corrupção de seus corações: Não vos atingirá o mal. Mas quem dentre eles assistiu ao conselho de Deus; quem viu e ouviu o que ele disse? Eu não enviava esses profetas e eles corriam por si mesmos; eu não lhes falava e eles profetizavam de sua cabeça. Eu ouvi o que disseram esses profetas que profetizaram a mentira em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando essa imaginação estará no coração dos profetas que profetizam a mentira, e cujas profecias não são senão seduções de seus corações? Se, pois, esse povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interroga e vos diz: Qual é o fardo do Senhor? Vós lhe direis: Vós mesmos é que sois o fardo, e eu vos lançaria bem longe de mim, disse o Senhor. (JEREMIAS, cap. XXIII, v. 16, 17, 18, 21, 25, 26, 33).

É sobre esta passagem do profeta Jeremias que convosco vou conversar, meus amigos. Deus, falando por sua boca, disse: "É a visão dos seus corações que os faz falar." Essas palavras indicam claramente que, já naquela época, os charlatães e os exaltados abusavam do dom da profecia e o exploravam. Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase sempre cega do povo em predizendo por dinheiro boas

e agradáveis coisas. Essa espécie de mentira era bastante generalizada na nação judia, e é fácil de compreender que o pobre povo, em sua ignorância, estava na impossibilidade de distinguir os bons dos maus, e era sempre mais ou menos enganado por esses supostos profetas que não eram senão impostores ou fanáticos. Não há nada mais