O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVI 1208

o lado sério da coisa, pelo descrédito que lançou sobre essa exploração, elevou a mediunidade à categoria de missão. (Ver O Livro dos Médiuns, cap. XXVIII, O Céu e o Inferno, cap. XII).

10. A mediunidade é uma coisa santa que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requer essa condição de forma ainda mais absoluta, é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto dos seus estudos, que fez ao preço de sacrifícios, freqüentemente penosos; o magnetizador dá o seu próprio fluido, freqüentemente mesmo a sua saúde: eles podem a isso pôr um preço; o médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; ele não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, conquanto pobres, não faziam pagar as curas que operavam.

Todo aquele, pois, que não tem do que viver, procure os recursos em outra parte do que na mediunidade; que não consagre a ela, se preciso for, senão o tempo de que possa dispor materialmente. Os Espíritos lhe terão em conta o devotamento e seus sacrifícios, ao passo que se afastam daqueles que esperam fazer deles um meio para subir.