O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1231

é senão o pretexto da reunião, e não o verdadeiro motivo. (Cap. XXVII, nº 9).

Isso não implica que esteja surdo à voz de uma pessoa só; se ele nos disse: "Eu virei para todo aquele que me chamar", é porque exige, antes de tudo, o amor ao próximo, do qual se pode dar mais provas quando se está acompanhado do que no isolamento, e porque todo sentimento pessoal o afasta; segue-se que se, numa assembléia numerosa, duas ou três pessoas somente se unam de coração pelo sentimento de uma verdadeira caridade, enquanto que as outras se isolam e se concentram nas idéias egoísticas ou mundanas, ele estará com as primeiras e não com as outras. Não é, pois, a simultaneidade das palavras, dos cânticos ou dos atos exteriores que constituem a reunião em nome de Jesus, mas a comunhão de pensamentos, conforme o espírito de caridade personificado em Jesus. (Cap. X, nºs 7, 8; cap. XXVII, nºs 2, 3 e 4).

Tal deve ser o caráter das reuniões espíritas sérias, daquelas em que se quer sinceramente o concurso dos bons Espíritos.

6. PRECE. (No início da reunião). – Rogamos ao Senhor Deus Todo-Poderoso nos enviar bons Espíritos para nos assistir, afastar aqueles que poderiam nos induzir em erro, e nos conceder a luz necessária para distinguirmos a verdade da impostura.

Afastai também os Espíritos malévolos, encarnados ou desencarnados, que poderiam tentar lançar a desunião entre nós, e nos desviar da caridade e do amor ao próximo. Se alguns procurarem se introduzir aqui, fazei com que não encontrem acesso no coração de nenhum de nós.

Bons Espíritos, que vos dignai vir nos instruir, tornai-nos dóceis aos vossos conselhos; afastai-nos de todo pensamento de egoísmo, de orgulho, de inveja e de ciúme; inspirai-nos a indulgência e a benevolência para com os nossos semelhantes presentes ou ausentes, amigos ou inimigos; fazei, enfim que, nos sentimentos dos quais estaremos animados, reconheçamos a vossa salutar influência.

Dai aos médiuns, que encarregardes de nos transmitir os vossos ensinamentos, a consciência da santidade do mandato que lhes está confiado e da gravidade do ato que vão