O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1238

rio à caridade, que são tantas outras portas abertas ao Espírito do mal.

PARA PEDIR A CORRIGENDA DE UM DEFEITO

18. PREFÁCIO. Nossos maus instintos são o resultado da imperfeição do nosso próprio Espírito, e não o nosso corpo; de outra forma o homem escaparia de toda espécie de responsabilidade. Nosso adiantamento depende de nós, porque todo homem que tem o gozo de suas faculdades, para todas as coisas, tem a liberdade de fazer ou não fazer; não lhe falta, para fazer o bem, senão a vontade. (Cap. XV, nº 10; cap. XIX, nº 12).

19. PRECE. Vós me destes, ó meu Deus, a inteligência necessária para distinguir o que é bem do que é mal; ora, do momento em que eu reconheço que uma coisa é má, so u culpado por não me esforçar em resistir a ela.

Preservai-me do orgulho, que poderia me impedir de aperceber-me dos meus defeitos, e dos maus Espíritos, que poderiam me excitar a neles perseverar.

Entre minhas imperfeições, reconheço que sou particularmente inclinado à... e se não resisto a esse arrastamento é pelo hábito que contraí de a ele ceder.

Não me criastes culpado, porque sois justo, mas com uma aptidão igual para o bem e para o mal; se sigo o mau caminho, é por efeito do meu livre arbítrio. Mas, pela mesma razão que tenho a liberdade de fazer o mal, tenho a de fazer o bem; por conseguinte, tenho a de mudar de caminho.

Meus defeitos atuais são um resto das imperfeições que conservei das minhas precedentes existências; é o meu pecado original, do qual posso me desembaraçar com minha vontade e com a assistência dos bons Espíritos.

Bons Espíritos que me protegeis, e sobretudo vós, meu anjo guardião, dai-me a força de resistir às más sugestões, e de sair vitorioso da luta.

Os defeitos são as barreiras que nos separam de Deus, e cada defeito superado será um passo dado na senda do progresso, que dele me há de aproximar.

O Senhor, em sua infinita misericórdia, houve por bem conceder-me a existência atual, para que sirva ao meu adian-