O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1239

tamento; bons Espíritos, ajudai-me a aproveitá-la, a fim de que não se torne perdida para mim, e que, quando a Deus aprouver ma retirar, eu dela saia melhor do que entrei. (Cap. V, nº 5; cap. XVII, nº 3).

PARA PEDIR A FORÇA DE RESISTIR A UMA TENTAÇÃO

20. PREFÁCIO. Todo mau pensamento pode ter duas fontes: a própria imperfeição da nossa alma, ou uma funesta influência que age sobre ela; neste último caso, é sempre o indício de uma fraqueza que nos torna propensos a receber essa influência, e, por conseguinte, de uma alma imperfeita; de tal sorte que, aquele que faliu, não poderia invocar, para se desculpar, a influência de um Espírito estranho, uma vez que esse Espírito não o teria solicitado ao mal se o considerasse inacessível à sedução.

Quando um mau pensamento surge em nós, podemos, pois, supor um Espírito malévolo nos solicitando ao mal, e ao qual estamos inteiramente livres para ceder ou resistir, como se se tratasse das solicitações de uma pessoa viva. Devemos, ao mesmo tempo, imaginar o nosso anjo guardião, ou Espírito protetor, que, de sua parte, combate em nós a má influência, e espera com ansiedade a decisão que vamos tomar. Nossa hesitação em fazer o mal é a voz do bom Espírito que se faz ouvir pela consciência.

Reconhece-se que um pensamento é mau, quando ele se afasta da caridade, que é a base de toda a verdadeira moral; quando tem por princípio o orgulho, a vaidade ou o egoísmo; quando sua realização pode causar um prejuízo qualquer a outrem; quando, enfim, nos solicita a fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fosse feito. (Cap. XXVIII, nº 15; cap. XV, nº 10).

21. PRECE. Deus Todo-Poderoso, não me deixeis sucumbir à tentação em que deva falir. Espíritos benevolentes, que me protegeis, desviai de mim esse mau pensamento, e dai-me a força de resistir à sugestão do mal. Se eu sucumbir, terei merecido a expiação de minha falta nesta vida e em outra, porque sou livre para escolher.

AÇÃO DE GRAÇAS PELA VITÓRIA OBTIDA SOBRE UMA TENTAÇÃO

22. PREFÁCIO. Aquele que resistiu a uma tentação, deve-o à assistência dos bons Espíritos, dos quais escutou a voz. Deve agradecer a Deus e ao seu anjo guardião.