O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1241

NAS AFLIÇÕES DA VIDA

26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrestres, e ele pode no-los conceder, quando têm uma finalidade útil e séria; mas, como julgamos a utilidade das coisas pelo nosso ponto de vista, e nossa visão é limitada ao presente, nem sempre vemos o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor do que nós, e não quer senão o nosso bem, pode, pois, nos recusar, como um pai recusa a seu filho o que poderia prejudicá-lo. Se o que pedimos não nos é concedido, nisso não devemos conceber nenhum desencorajamento; é preciso pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos, nos é imposta como prova ou expiação, e que a nossa recompensa será proporcional à resignação com a qual a tivermos suportado. (Cap. XXVII, nº 6, cap. II, nº 5, 6 e 7).

27. PRECE. Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-vos escutar favoravelmente os votos que vos dirijo neste momento. Se o meu pedido for inconveniente, perdoai-mo; se for justo e útil aos vossos olhos, que os bons Espíritos, que executam vossas vontades, venham em minha ajuda para o seu cumprimento.

O que quer que me advenha, meu Deus, que a vossa vontade seja feita. Se meus desejos não são atendidos, é porque entra nos vossos desígnios experimentar-me, e eu me submeto sem murmurar. Fazei com que eu não conceba nisso nenhum desencorajamento, e que nem minha fé, nem minha resignação, sejam abaladas.

(Formular o pedido).

AÇÃO DE GRAÇAS POR UM FAVOR OBTIDO

28. PREFÁCIO. Não é preciso considerar apenas como acontecimentos felizes as coisas de grande importância; as menores em aparência são, freqüentemente, as que influem mais sobre o nosso destino. O homem esquece facilmente o bem, e se lembra antes daquilo que o aflige. Se registrássemos, dia a dia, os benefícios dos quais somos objeto, sem os ter pedido, ficaríamos freqüentemente espantados de os ter recebido tantos, que se apagaram da nossa memória, e humilhados com a nossa ingratidão.