O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1242

Cada noite, elevando nossa alma a Deus, devemos lembrar-nos dos favores que ele nos concedeu, durante o dia, e agradecer-lhos. É sobretudo no próprio momento em que experimentamos os efeitos da sua bondade e da sua proteção que, por um movimento espontâneo, devemos lhe testemunhar a nossa gratidão; basta, para isso, um pensamento que lhe atribua o benefício, sem que seja necessário desviar-se do trabalho.

Os benefícios de Deus não consistem somente nas coisas materiais; é preciso igualmente agradecer-lhe as boas idéias, as inspirações felizes que nos são sugeridas. Enquanto o orgulhoso acha nelas um mérito, o incrédulo as atribui ao acaso, aquele que tem fé rende graças a Deus e aos bons Espíritos. Por isso, as longas frases são inúteis: "Obrigado, meu Deus, pelo bom pensamento que me inspirou," diz mais do que muitas palavras. O impulso espontâneo que nos faz atribuir a Deus o que nos chega de bem, testemunha um hábito de reconhecimento e de humildade que nos atrai a simpatia dos bons Espíritos. (Cap. XXVII, nºs 7 e 8).

29. PRECE. Deus infinitamente bom, que o vosso nome seja bendito pelos benefícios que me concedestes; deles seria indigno se os atribuísse ao acaso dos acontecimentos ou ao meu próprio mérito.

Bons Espíritos, que fostes executores das vontades de Deus, e vós sobretudo, meu anjo guardião, eu vos agradeço. Desviai de mim o pensamento de nele conceber o orgulho, e deles fazer um uso que não fosse para o bem. Eu vos agradeço, notadamente por...

ATO DE SUBMISSÃO E DE RESIGNAÇÃO

30. PREFÁCIO. Quando um motivo de aflição nos atinge, se lhe procuramos a causa, acharemos, freqüentemente, que é a conseqüência de nossa imprudência, de nossa imprevidência ou de uma ação anterior; nesse caso, não devemos atribuí-lo senão a nós mesmos. Se a causa de uma infelicidade é independente de toda participação que seja nossa, é ela uma prova para esta vida, ou a expiação de uma existência passada, e, neste último caso, a natureza da expiação pode nos fazer conhecer a natureza da falta, porque somos sempre punidos naquilo em que pecamos. (Cap. V, nºs 4, 6 e seguintes).