O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1260

Nós vos pedimos igualmente, Pai de misericórdia, por aqueles dos nossos irmãos que não tiveram a força de suportar as suas provas terrestres. Vós nos destes um fardo a carregar, Senhor, e não devemos depô-lo senão aos vossos pés; mas a nossa fraqueza é grande e a coragem nos falta, às vezes, no caminho. Tende piedade destes servidores indolentes que abandonaram a obra antes da hora; que a vossa justiça os poupe e permita aos vossos bons Espíritos lhes trazer o alívio, as consolações e a esperança do futuro. O caminho do perdão é fortificante para a alma; mostrai-o, Senhor, aos culpados que desesperam, e sustentados por essa esperança, eles haurirão forças na grandeza mesma de suas faltas, e de seus sofrimentos, para resgatar o seu passado e se preparar para conquistar o futuro.

POR UM INIMIGO MORTO

67. PREFÁCIO. A caridade para com os nossos inimigos deve segui-los além do túmulo. É preciso pensar que o mal que nos fizeram foi para nós uma prova que pôde ser útil ao nosso adiantamento, se soubemos dela nos aproveitar. Ela pôde nos ser ainda mais proveitosa que as aflições puramente materiais, naquilo que nos permitiu juntar à coragem e à resignação, a caridade e o esquecimento das ofensas. (Cap. X, nº 6; cap. XII, nºs 5 e 6).

68. PRECE. Senhor, vos aprouve chamar, antes de mim, a alma de N... Eu o perdôo do mal que me fez, e suas más intenções a meu respeito; possa ele disso se arrepender, agora que não tem mais as ilusões deste mundo.

Que a vossa misericórdia, meu Deus, se estenda sobre ele, e afastai de mim o pensamento de me alegrar com a sua morte. Se eu procedi mal para com ele, que me perdoe, como olvido aqueles que assim procederam para comigo.

POR UM CRIMINOSO

69. PREFÁCIO. Se a eficácia das preces fosse proporcional ao seu comprimento, as mais longas deveriam ser reservadas para os mais culpados, porque eles têm mais necessidade do que aqueles que viveram santamente. Recusá-las aos criminosos é faltar com a caridade e desconhecer a misericórdia de Deus; crê-las inútil porque um homem teria cometido esta ou aquela falta, é prejulgar a justiça do Altíssimo. (Cap. XI, nº 14).