O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XXVIII 1267

vontade, porque tenho fé em vós; mas sem vós eu não posso nada. Permiti aos bons Espíritos me penetrarem com seu fluido salutar, a fim de que o transmita a este doente, e afastai de mim todo pensamento de orgulho e de egoísmo, que poderia alterar-lhe a pureza.

PELOS OBSIDIADOS

81. PREFÁCIO. A obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral, sem sinais exteriores sensíveis, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Ela oblitera todas as faculdades medianímicas; na mediunidade escrevente, se traduz pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.

Os maus Espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos dos quais a Humanidade é o alvo neste mundo. A obsessão, como as doenças, e todas as tribulações da vida, deve, pois, ser considerada como uma prova ou uma expiação, e aceita como tal.

Da mesma forma que as doenças são o resultado de imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral que o expõe a um mau Espírito. A uma causa física se opõe uma força física: a uma causa moral, é preciso opor uma força moral. Para se preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para se garantir da obsessão, é preciso fortalecer a alma; daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que basta, o mais freqüentemente, para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de pessoas estranhas. Esse socorro torna-se necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque, então, o paciente perde, por vezes, a sua vontade e o seu livre arbítrio.

A obsessão é quase sempre o resultado de uma vingança exercida por um Espírito, e que, o mais freqüentemente, tem sua origem nas relações que o obsidiado teve com ele numa precedente existência. (Ver cap. X, nº 6; cap. XII, nºs 5 e 6).