O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. IV - PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS 140

não retrogradam; a sua punição, pois, é a de não avançar e de recomeçar as existências mal empregadas num meio conveniente à sua natureza.

- Quais são aqueles que devem recomeçar a mesma existência?

- Os que faliram em suas missões ou em suas provas.

179 - Os seres que habitam cada mundo alcançaram um mesmo grau de perfeição?

- Não, é como ocorre sobre a Terra: existem os mais e os menos avançados.

180 - Passando deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui?

- Sem dúvida, a inteligência não se perde, mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la, dependendo isso da sua superioridade e das condições do corpo que tomar. (Ver Influência do organismo).

181 - Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes ao nosso?

- Sem dúvida, eles têm corpos porque é preciso que o Espírito esteja revestido de matéria para poder agir sobre a matéria; mas esse envoltório é mais ou menos material de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos, e é isso que diferencia os mundos que devemos percorrer. Há várias moradas na casa de nosso Pai e muitos graus, portanto. Alguns sabem disso e estão conscientes aqui na Terra; outros nada sabem.

182 - Podemos conhecer com exatidão o estado físico e moral dos diferentes mundos?

- Nós, os Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos achais; quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em condições de compreendê-las, e isso os perturbaria.

À medida que o Espírito se purifica, o corpo que ele reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. A matéria é menos densa, não rastejam mais penosamente na superfície do solo, as necessidades físicas são menos grosseiras e os seres vivos não têm mais necessidade de se entredevorarem para se nutrir. O Espírito é mais livre e tem, para as coisas distantes, percepções que