O CÉU E O INFERNO - PRIMEIRA PARTE - DOUTRINA - CAPÍTULO X - INTERVENÇÃO DO DEMÔNIOS 1401

desejos. Hoje sabe-se que os Espíritos não são senão as almas dos homens; não são chamados senão para receber os conselhos dos bons, moralizar os imperfeitos, e para continuar as relações com os seres que nos são caros. Eis o que diz o Espiritismo a esse respeito.

10. – Não há nenhum meio de obrigar um Espírito a vir, apesar dele, se for vosso igual ou vosso superior em moralidade, porque não tendes nenhuma autoridade sobre ele; se for vosso inferior, vós o podereis, se for para o seu bem, porque então outros Espíritos vos secundam. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

– A mais essencial de todas as disposições para as evocações é o recolhimento, quando se quer ter relações com Espíritos sérios. Com a fé e o desejo do bem, se é mais poderoso para evocar os Espíritos superiores. Elevando sua alma, por alguns instantes de recolhimento, no momento da evocação, identifica-se com os bons Espíritos, e os dispõe a virem. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

– Nenhum objeto, medalha ou talismã, tem a propriedade de atrair ou de afastar os Espíritos; a matéria não tem nenhuma ação sobre eles. Jamais um bom Espírito aconselha semelhantes absurdos. A virtude dos talismãs jamais existiu senão na imaginação de pessoas crédulas. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

– Não há fórmula sacramental para a evocação dos Espíritos. Quem pretenda dar-lhe uma, pode ousadamente ser taxado de charlatanice, porque para os Espíritos a forma não é nada. Todavia, a evocação deve sempre ser feita em nome de Deus. (O Livro dos Médiuns, cap. XVII.)

– Os Espíritos que marcam encontros em lugares lúgubres ou fora de hora, são Espíritos que se divertem às custas daqueles que os escutam. É sempre inútil, e freqüentemente perigoso, ceder a tais sugestões; inútil porque não se ganha absolutamente nada, que ser mistificado; perigoso, não pelo mal que os Espíritos possam fazer, mas pela influência que isso pode exercer sobre os cérebros fracos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

– Não há nem dias nem horas especialmente propícios para as evocações; isso é completamente indiferente para os