O CÉU E O INFERNO - PRIMEIRA PARTE - DOUTRINA - CAPÍTULO X - INTERVENÇÃO DO DEMÔNIOS 1402

Espíritos, como tudo o que é material, e seria uma superstição crer nessa influência. Os momentos mais favoráveis são aqueles em que o evocador pode estar o menos distraído pelas suas ocupações habituais; em que seu corpo e seu Espírito estão mais calmos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)

– A crítica malevolente está mais para representar as comunicações espíritas como cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e da necromancia. Se aqueles que falam do Espiritismo sem conhecê-lo, se tivessem dado ao trabalho de estudarem do que querem falar, teriam poupado gastos de imaginação ou alegações que não servem senão para provarem a sua ignorância ou a sua má vontade. Para a edificação de pessoas estranhas à ciência, diremos que não há, para comunicar com os Espíritos, nem dias, nem horas, nem lugares mais propícios uns que outros; que não é preciso, para evocá-los, nem fórmulas, nem palavras sacramentais ou cabalísticas; que não há necessidade de nenhuma preparação nem de nenhuma iniciação; que o emprego de todo sinal ou objeto material, seja para atraí-los, seja para afastá-los, não tem efeito, e que o pensamento basta; enfim, que os médiuns recebem as suas comunicações, sem saírem do estado normal, tão simplesmente e tão naturalmente como se fossem ditadas por uma pessoa viva. Só o charlatanismo poderia afetar maneiras excêntricas e acrescentar acessórios ridículos. (O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49.)

– Em princípio, o futuro deve ser ocultado ao homem; não é senão em casos raros e excepcionais que Deus permite a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento que, se uma coisa deve chegar, não há com que dela se preocupar, ou bem procuraria entravá-la. Deus não quis que assim fosse, a fim de que cada um concorresse para o cumprimento das coisas, mesmo daquelas às quais gostaria de se opor. Deus permite a revelação do futuro quando esse conhecimento prévio deva facilitar o cumprimento de uma coisa, em lugar de entravá-la, conduzindo a agir de outro modo ao que se teria feito sem isso. (O Livro dos Espíritos, 1. III, cap. X.)

– Os Espíritos não podem guiar nas pesquisas científicas e nas descobertas. A ciência é a obra do gênio; ela não