O CÉU E O INFERNO - PRIMEIRA PARTE - DOUTRINA - CAPÍTULO XI - DA PROIBIÇÃO DE EVOCAR OS MORTOS 1415

Neste capítulo, Isaías se dirige aos Babilônios, sob a figura alegórica "da virgem filha da Babilônia, filha dos Caldeus." Diz que os encantamentos não impedirão a ruína de sua monarquia. No capítulo seguinte dirige-se diretamente aos israelitas.

"Vinde aqui, vós outros, filhos de um adivinhador, raça de um homem adúltero e de uma mulher prostituída. – De quem zombais? Contra quem abristes a boca, e lançastes vossas línguas penetrantes? Não sois filhos pérfidos e descendentes bastardos – vós que procurais a vossa consolação nos vossos deuses, sob todas as árvores carregadas de folhagem, que sacrificais os vossos filhos pequenos nas torrentes sob as rochas avançadas? – Tendes colocado a vossa confiança nas pedras da torrente; espalhastes licores para honrá-las; ofertastes-lhes sacrifícios. Depois disso, a minha indignação não se incendiará? (Cap. LVII, vv. 3, 4, 5, e 6.)

Estas palavras são inequívocas; provam claramente que, nesse tempo, as evocações tinham por objetivo a adivinhação, e que delas se fazia um comércio; estavam associadas às práticas da magia e da feitiçaria, e mesmo acompanhadas de sacrifícios humanos. Moisés, pois, tinha razão em proibir essas coisas, e de dizer que Deus as tinha em abominação. Essas práticas supersticiosas se perpetuaram até a Idade Média; mas hoje a razão lhes fez justiça, e o Espiritismo veio mostrar o objetivo exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além-túmulo; já que os espíritas não "sacrificam as crianças pequenas, nem derramam licores para honrar os deuses," que não interrogam nem os astros, nem os mortos, nem aos augúrios para conhecerem o futuro que Deus sabiamente ocultou os homens; que repudiam todo tráfico da faculdade que alguns receberam de se comunicarem com os Espíritos; que não estão movidos nem pela curiosidade, nem pela cupidez, mas por um sentimento piedoso e pelo único desejo de se instruírem, de se melhorarem e de aliviarem as almas sofredoras, a proibição de Moisés não lhes concerne de modo algum; é o que teriam visto aqueles que a invocam contra eles, se tivessem aprofundado melhor no sentido das palavras bíblicas; teriam reconhecido que não existe nenhuma analogia entre o que se passava com os Hebreus e os princípios do Espiritismo; bem mais: que o Espiritismo condena precisamente o que motivava a proibição de Moisés; mas, cegos pelo desejo de