O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO III 1499

Dizei freqüentemente esta prece:

Deus de amor e de bondade, que dá tudo e sempre, concedei-nos esta força que não recua diante de nenhuma pena; tornai-nos bons, doces e caridosos, pequenos pela fortuna, grandes pelo coração. Que o nosso Espírito seja espírita na Terra, para melhor vos compreender e vos amar.

Que o vosso nome, ó meu Deus, emblema de liberdade, seja o objetivo consolador de todos os oprimidos, de todos aqueles que têm necessidade de amar, de perdoar e de crer.

CARDON.

 

ERIC STANISLAS

(Comunicação espontânea; Sociedade de Paris; agosto 1863.)

Quanto as emoções vivamente sentidas por corações calorosos nos proporcionam de felicidade! Ó doces pensamentos que vindes abrir um caminho de salvação a todo aquele que vive, a todo aquele que respira material e espiritualmente, que o vosso bálsamo salvador não cesse de se derramar, em grandes flocos sobre vós e sobre nós! Que expressões escolher para traduzir a felicidade que sentem todos os vossos irmãos de além-túmulo na contemplação do puro amor que vos une a todos!

Ah! Irmãos, quanto bem por toda a parte, quantos doces pensamentos elevados e simples como vós, como a vossa doutrina, estais chamados a semear na longa rota que tendes ainda a percorrer; mas, também, quanto tudo isso vos será tributado antes mesmo do momento em que vós a isso teríeis direito.

A tudo assisti esta noite; escutei, ouvi, compreendi, e vou poder também, a meu turno, cumprir o meu dever de instruir a classe dos Espíritos imperfeitos.

Escutai: estou longe de ser feliz; mergulhado na imensidade, no infinito, os meus sofrimentos eram tanto mais vivos que não podia dar-me deles uma conta exata. Deus seja bendito! Permitiu-me vir num santuário que não podem impunemente transpor os maus. Amigos, quanto vos sou reconhecido, quanto hauri de forças entre vós!