O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO V 1534

CAPÍTULO V

SUICIDAS

O SUICIDA DA SAMARITANA

No dia 7 de abril de 1858, pelas sete horas da noite, um homem de uns cinqüenta anos, e convenientemente vestido, apresentou-se no estabelecimento da Samaritana, em Paris, e mandou preparar um banho. O garçon em serviço, depois de um intervalo de duas horas, admirado de que esse indivíduo não o chamava, decidiu entrar em seu gabinete para ver se estava indisposto. Foi então testemunha de um horrendo espetáculo: o infeliz tinha cortado a garganta com uma navalha, e todo o seu sangue estava misturado à água da banheira. Não podendo ser estabelecida a identidade, transportou-se o cadáver para o necrotério.

O Espírito desse homem, evocado na Sociedade de Paris, seis dias depois de sua morte, deu as respostas seguintes:

1. Evocação.(Resposta do guia do médium.) Espere... ele está aí.

2. Onde estais agora? – R. Eu não sei... Dizei-me, onde estou.

3. Estais numa assembléia de pessoas que se ocupam de estudos espíritas e que são benevolentes convosco. – R. Dizei-me se vivo... Eu sufoco no caixão.

Sua alma, embora separada do corpo, está ainda completamente mergulhada no que se poderia chamar de turbilhão da matéria corpórea; as idéias terrestes estão ainda vivazes; ele não se crê morto.