O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO V 1537

impossibilidade de exonerá-lo do serviço, teve a idéia de se suicidar, a fim de isentá-lo como filho único de viúva. Foi evocado um ano depois, na Sociedade de Paris, a pedido de uma pessoa que o conhecera e que desejava conhecer a sua condição no mundo dos Espíritos.

(A São Luís.) Quereis nos dizer se podemos evocar o homem de quem se acaba de falar? – R. Sim, ele ficará mesmo muito feliz, porque será um pouco aliviado.

1. Evocação. – R. Oh! Obrigado! Eu sofro muito, mas... é justo; entretanto, ele me perdoará.

O Espírito escreve com grande dificuldade; os caracteres são irregulares e mal formados; depois da palavra mas, se detém, tenta em vão escrever, e não faz senão alguns traços indecifráveis e pontos. É evidente que é a palavra Deus que ele não pode escrever.

2. Preenchei a lacuna que deixastes. – R. Eu sou indigno.

3. Dissestes que sofreis, sem dúvida, errastes em vos suicidar, mas é que o motivo que vos levou a esse ato não vos mereceu nenhuma indulgência? – R. A minha punição será menos longa, mas a ação nem por isso foi menos má.

4. Poderíeis nos descrever a punição que sofreis? – R. Sofro duplamente, na minha alma e no meu corpo; sofro neste último, embora não o possua mais, como o amputado sofre no membro ausente.

5. A vossa ação teve o vosso filho por único motivo, e não fostes solicitado por nenhuma outra causa? – R. Só o amor paternal me guiou; em favor desse motivo, a minha pena será abreviada.

6. Prevedes o fim de vossos sofrimentos? – R. Não lhe conheço o fim; mas estou seguro de que esse fim existe, o que me é um alívio.

7. Ainda há pouco, não pudestes escrever o nome de Deus; entretanto, temos visto Espíritos muito sofredores escrevê-lo; isso faz parte de vossa punição? – R. Eu o poderia,com grandes esforços de arrependimento.

8. Pois bem! Fazei grandes esforços, e tratai de