O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO V 1553

Vemos aqui um outro gênero de castigo, mas que não é o mesmo em todos os incrédulos; independentemente do sofrimento, é a necessidade, para esse Espírito, de reconhecer as verdades que renegara quando vivo. Suas idéias atuais denotam um certo progresso, comparativamente com outros Espíritos que persistem na negação de Deus. Já é alguma coisa e um começo de humildade em convir que se está enganado. É mais que provável que, na sua próxima encarnação, o incrédulo terá dado lugar junto de si ao sentimento inato da fé.

Tendo transmitido, à pessoa que nos pediu fazê-las, o resultado dessas duas evocações, dela recebemos a resposta seguinte:

"Não podeis crer, senhor, o grande bem produzido pela evocação de meu sogro e de meu tio. Nós os reconhecemos perfeitamente; a escrita do primeiro, sobretudo, tem uma analogia impressionante com a que ele tinha quando vivo, tanto melhor que, durante os últimos meses que passou conosco, ela era brusca e indecifrável; nela se encontram as mesmas formas de hastes de letras, de parágrafo, e de certas letras. Quanto às palavras, às expressões e ao estilo, é ainda mais impressionante; para nós a analogia é perfeita, a não ser que está mais esclarecido sobre Deus, a alma e a eternidade, que ele negava tão formalmente outrora. Estamos, pois, perfeitamente convencidos de sua identidade; Deus disso será glorificado pela nossa crença mais firme no Espiritismo, e nossos irmãos, Espíritos e viventes, com isso se tornarão melhores. A identidade de seu irmão não é menos evidente; na diferença imensa do ateu ao crente, reconhecemos o seu caráter, o seu estilo, o seu boleio de frases; uma palavra sobretudo nos impressionou, foi a de panacéia; era a sua palavra habitual; dizia-a e a repetia a cada instante.

"Comuniquei essas duas evocações a várias pessoas, que se impressionaram com a sua veracidade; mas os incrédulos, aqueles que partilham as opiniões de meus dois parentes, desejam respostas ainda mais categóricas: que o Sr. D..., por exemplo, precisasse o local onde foi enterrado, aquele onde se afogou, de que maneira dali foi tirado, etc. Para satisfazê-los e convencê-los, não poderíeis evocá-lo de novo, e, nesse caso, poderíeis bem lhe endereçar as seguintes perguntas: onde e como se cumpriu o seu suicídio? – quanto tempo ficou sob a água? – em que lugar o seu corpo foi encontrado? – em que lugar foi