O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO V 1554

enterrado? – de que maneira, civil ou religiosa, procedeu-se à sua inumação, etc.?

"Quereis, eu vos peço, senhor, fazer responder categoricamente a essas perguntas, que são essenciais para aqueles que ainda duvidam; estou persuadido do bem imenso que isso produzirá. Farei de modo que a minha carta vos chegue amanhã, sexta-feira, a fim de que possais fazer essa evocação na sessão da Sociedade, que deverá ocorrer nesse dia... etc."

Respondemos a essa carta por causa do fato de identidade que ela constata; aqui juntamos a resposta que lhe demos, para instrução das pessoas que não estão familiarizadas com as comunicações de além-túmulo.

"As perguntas que nos pedistes endereçar ao Espírito de vosso sogro, sem dúvida, são ditadas por uma louvável intenção, a de convencer os incrédulos, porque, em vós, não se mistura nenhum sentimento de dúvida e de curiosidade; mas um conhecimento mais perfeito da ciência espírita, vos faria compreender que são supérfluas. – Primeiro, pedindo-me para fazer os vossos parentes responderem categoricamente, sem dúvida, ignorais que não governamos os Espíritos à nossa vontade; eles respondem quando querem, como querem, e, freqüentemente, como podem; a sua liberdade de ação é ainda maior que de sua vida, e eles têm mais meios de escaparem ao constrangimento moral que se quisesse exercer sobre eles. As melhores provas de identidade são as que dão espontaneamente, de sua própria vontade, ou que nascem das circunstâncias, e, na maior parte do tempo, é em vão que se procura provocá-las. Vosso parente provou a sua identidade de maneira irrecusável, segundo vós; é, pois, mais que provável que recusaria responder a perguntas que, com razão, pode considerar como supérfluas, e feitas tendo em vista satisfazer a curiosidade de pessoas que lhe são indiferentes. Poderia responder, como o fazem freqüentemente outros Espíritos em semelhante caso: "Para que serve perguntar coisas que sabeis?" Acrescentará mesmo que o estado de perturbação e de sofrimento em que se encontra, deve lhe tornar mais penosas as pesquisas desse gênero; é absolutamente como se se quisesse constranger um doente, que pode apenas com dificuldade pensar e falar, a contar os detalhes de sua vida; isso, seguramente, seria faltar às considerações que se deve à sua posição.