O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO VI 1584

permitir-me, quando a vossa vontade me enviar sobre a Terra para sofrer novas provas, de para ali ir, missionário da paz e da caridade, ensinar às crianças a pronunciar o vosso nome com respeito. Peço-vos poder ensiná-las a vos amar, a vós, o Pai de todas as criaturas. Oh! obrigado, meu Deus! Sou um Espírito arrependido, e meu arrependimento é sincero. Eu vos amo, tanto quanto meu coração tão impuro possa compreender esse sentimento, pura emanação de vossa divindade. Irmão, oremos, porque meu coração transborda de reconhecimento. Eu estou livre, quebrei os meus ferros, não sou mais um condenado, sou um Espírito sofredor, mas arrependido, e gostaria que o meu exemplo pudesse deter, no limiar do crime, todas essas mãos criminosas que vejo prestes a se levantarem. Oh! Detei-vos, irmãos, detei-vos! Porque as torturas que vos preparais serão atrozes. Não credes que o Senhor se deixará sempre, tão prontamente, dobrar-se pela prece de seus filhos. São séculos de tortura que vos esperam.

O guia do médium. Dizes que não compreendes, as palavras do Espírito. Dá-te conta de sua emoção e de seu reconhecimento ao Senhor; ele não crê poder melhor exprimi-lo e testemunhá-lo que tentando deter todos esses criminosos que ele vê, e que não podes ver. Ele quereria que as suas palavras chegassem a eles, e o que não te disse, porque o ignora ainda, é que lhe será permitido começar missões reparadoras. Irá junto de seus cúmplices procurar inspirar-lhes o arrependimento e a introduzir em seus corações o germe do remorso. Algumas vezes vêem-se, sobre a Terra, pessoas tidas como honestas, virem aos pés de um padre acusar-se de um crime. É o remorso que lhes dita a confissão de suas faltas. E se o véu que te separa do mundo invisível se erguesse, verias,  freqüentemente, um Espírito que foi o cúmplice ou o instigador de um crime, vir como o fará Jacques Latour, procurar reparar a sua falta, inspirando o remorso ao Espírito encarnado.

Teu guia protetor.

O médium de Bruxelas, que recebera a primeira manifestação de Latour, mais tarde recebeu a comunicação seguinte:

"Nada mais temais de mim; estou mais tranqüilo, mas sofro ainda, não obstante. Deus teve piedade de mim, porque