O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO VII 1599

apoio e os bons conselhos para ajudar os seus esforços e perseverar.

6. Podeis dizer-me alguma coisa sobre a sua vida terrestre?

– R. Ai de mim! Bem pouca coisa, deves compreendê-lo. O tédio, a inutilidade, a falta de obras provém da preguiça; a preguiça é mãe da ignorância.

7. As vossas existências anteriores não vos fizeram avançar? – R. Mas sim, todas, mas muito fracamente, porque todas foram o reflexo umas das outras. Há sempre progresso, mas tão pouco sensível, que nos é inapreciável.

8. Esperando que recomeceis uma outra existência, quereis vir mais freqüentemente junto a mim? – R. Chamai-me para a isso constranger-me; prestar-me-eis serviço.

9. Podeis dizer-me por quê vossa escrita muda com freqüência? – R. Porque perguntas muito; isto me fatiga, tenho necessidade de ajuda.

O guia do médium. É o trabalho da inteligência que o fatiga e que nos obriga a prestar-lhe o nosso concurso, para que possa responder às tuas perguntas. É um desocupado do mundo dos Espíritos, como o foi do mundo terrestre. Nós o conduzimos a ti para tentar tirá-lo da apatia e desse tédio que é um verdadeiro sofrimento, mais penoso, às vezes, que os sofrimentos agudos, porque pode se prolongar indefinidamente. Imagina a tortura da perspectiva de um tédio sem fim? São a maioria dos Espíritos dessa categoria que não procuram uma existência terrestre senão como distração, e para romper a insuportável monotonia de sua existência espiritual; também aí chegam com freqüência, sem resoluções combinadas para o bem; é por isso que têm que recomeçar, até que, enfim, o progresso real se faça sentir neles.

A RAINHA D’OUDE

morta na França em 1858.

1. Qual sensação sentistes em deixando a vida terrestre? – R. Não saberia dizê-lo; tenho ainda perturbação. – Sois feliz? – Lamento a vida... eu não sei... Sinto uma dor pungente; a vida, dela, ter-me-ia livrado... gostaria que o meu corpo se levantasse do sepulcro.