O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO VIII 1629

uma tal nulidade que não conhecia os seus pais e podia tomar seu alimento com dificuldade. Havia nele parada completa de desenvolvimento de todo o sistema orgânico.

1. A São Luís. Quereis dizer-nos se podemos evocar o Espírito dessa criança? – R. Podeis evocá-lo como se evocásseis o Espírito de um morto.

2. Vossas respostas nos fariam supor que a evocação poderia ser feita a qualquer momento. – R. Sim; a sua alma prende-se ao corpo por laços materiais, mas não por laços espirituais; pode sempre ser desligado.

3. Evocação de Ch. de Saint-G... – Sou um pobre Espírito preso à Terra como uma ave por uma pata.

4. Em vosso estado atual, como Espírito, tendes a consciência de vossa nulidade neste mundo? – Certamente; sinto bem o meu cativeiro.

5. Quando o vosso corpo dorme, e que o vosso Espírito se desliga, tendes as idéias tão lúcidas como se estivésseis num estado normal? – R. Quando o meu infeliz corpo repousa, estou um pouco mais livre para me elevar ao céu que, aspiro.

6. Experimentais, como Espírito, um sentimento penoso pelo vosso estado corporal? – R. Sim, uma vez que é uma punição.

7. Lembrai-vos de vossa existência precedente? – R. Oh! sim; ela foi a causa de meu exílio na presente.

8. Qual era essa existência? – R. Um jovem libertino sob Henri III.

9. Dissestes que a vossa condição atual é uma punição; não a escolhestes pois? – Não.

10. Como a vossa existência atual pode servir ao vosso adiantamento no estado de nulidade em que estais? – R. Ela não é nula para mim, diante de Deus que ma impôs.

11. Prevedes a duração da vossa existência atual? – R. Não; ainda há alguns anos, e reentrarei em minha pátria.

12. Desde a vossa precedente existência até a vossa encarnação atual, que fizestes como Espírito? – R. Foi porque eu era um Espírito leviano que Deus me aprisionou.