O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 166

MUNDOS TRANSITÓRIOS.

234 – Como ficou dito, existem mundos que servem aos Espíritos errantes como estações e locais de repouso?

– Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes e nos quais podem habitar temporariamente; espécies de acampamentos, de campos para se repousar de uma muito longa erraticidade, estado sempre um pouco penoso. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem alcançá-los, e nele gozam de um bem-estar maior ou menor.

– Os Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los à vontade?

– Sim, os Espíritos que se acham nesses mundos podem deixá-los para irem onde devem ir. Imaginai-os como aves que, de passagem, pousam numa ilha para refazerem suas forças, a fim de alcançarem o seu destino.

235 – Os Espíritos progridem durante sua estada nos mundos transitórios?

– Certamente; aqueles que se reúnem assim, o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem, mais facilmente, obter a permissão de alcançarem lugares melhores, e ascender à posição dos eleitos.

236 – Os mundos transitórios, por sua natureza especial, são perpetuamente destinados aos Espíritos errantes?

– Não, sua posição é apenas temporária.

– São eles, ao mesmo tempo, habitados por seres corporais?

– Não, sua superfície é estéril. Aqueles que os habitam não têm necessidade de nada.

– Essa esterilidade é permanente ou resulta da sua natureza especial?

– Não, são estéreis transitoriamente.

– Esses mundos, então, devem ser desprovidos de belezas naturais?

– A natureza se traduz pelas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis das que chamais de belezas naturais.