A GÊNESE - CAPÍTULO PRIMEIRO 1677

progredir, em virtude do seu livre arbítrio; que todas são da mesma essência, e que não há entre elas senão a diferença do progresso realizado; que todas têm a mesma destinação e atingirão o mesmo objetivo; mais ou menos prontamente segundo o seu trabalho e a sua boa vontade.

Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas do que as outras; que Deus não as tem criado privilegiadas e dispensadas do trabalho imposto às outras para progredirem; que não há seres perpetuamente devotados ao mal e ao sofrimento; que os designados sob o nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que fazem o mal no estado de Espírito, como faziam no estado de homens, mas que avançarão e se melhorarão; que os anjos ou puros Espíritos não são seres criados à parte na criação, mas Espíritos que alcançaram o objetivo, depois de terem seguido a fieira do progresso; que, assim, não há criações múltiplas, nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, mas que toda a criação resulta da grande lei de unidade que rege o Universo, e que todos os seres gravitam para um objetivo comum, que é a perfeição, sem que uns sejam favorecidos às custas dos outros, todos sendo os filhos das suas obras.

31. – Pelas relações que o homem pode agora estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, tem não somente  a  prova material da existência e da individualidade da alma, mas compreende a solidariedade que liga os vivos  e  os  mortos deste mundo, e dos deste mundo com os  de  outros   mundos.  Conhece a sua situação no mundo dos Espíritos; segue-os em suas migrações; testemunha as suas alegrias e seus infortúnios; sabe por que são felizes ou infelizes,  e  a  sorte que o espera, a ele mesmo, segundo o bem ou o mal que faça. Essas relações iniciam o homem na vida futura,  que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro não é mais uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática. Desde  então,  a   morte não tem   mais nada de aterrorizante, porque  é  para  ele  a   libertação, a porta da verdadeira vida.

32. – Pelo estudo da situação dos Espíritos, o homem sabe que a felicidade e a infelicidade na vida espiritual são inerentes ao grau de perfeição e de imperfeição; que cada