O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 171

compreender outra mais sublime. A música tem para os Espíritos encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e de mais suave.

252 – Os Espíritos são sensíveis às belezas da Natureza?

– As belezas naturais dos diversos mundos são tão diferentes que se está longe de as conhecer. Sim, são sensíveis de acordo com a sua aptidão em apreciá-las e compreendê-las. Para os Espíritos elevados, há belezas de conjunto diante das quais desaparecem, por assim dizer, as belezas dos detalhes.

253 – Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e os nossos sofrimentos físicos?

– Eles os conhecem, visto que os suportaram, mas não sentem materialmente como vós, porque são Espíritos.

254 – Os Espíritos experimentam a fadiga e a necessidade de repouso?

– Não podem sentir a fadiga tal como a entendeis e, por conseguinte, não têm necessidade de vosso repouso corporal, pois, eles não têm órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito repousa no sentido de que não tem uma atividade constante. Sua ação não é material mas, intelectual e, seu repouso moral. Há momentos em que seu pensamento deixa de ser tão ativo e não se fixa sobre um objeto determinado; é um verdadeiro repouso, mas, que não pode ser comparado ao repouso do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem experimentar está em razão da sua inferioridade: quanto mais sejam elevados, menos necessitam de repouso.

255 – Quando um Espírito diz que sofre, qual a natureza dos sofrimentos que experimenta?

– Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente que os sofrimentos físicos.

256 – Por que, então, alguns Espíritos se queixam de sofrer frio ou calor?