A GÊNESE - CAPÍTULO QUINTO 1737

Desde que esses grupos não existem senão em aparência, o significado que uma crença vulgar supersticiosa lhe atribui é ilusório, e a sua influência não poderia existir senão na imaginação.

Para se distinguirem as constelações, deram-se-lhe nomes, tais como os de: Leão, Touro, Gêmeos, Virgem, Balança, Capricórnio, Câncer, Orion, Hércules, Ursa Grande ou Carro de David, Ursa Pequena, Lira, etc., e foram representadas por figuras que lembram esses nomes, a maioria de fantasia, mas que, em todos os casos, não têm nenhuma relação com a forma aparente do grupo de estrelas. Seria, pois, em vão, que se procuraria essas figuras no céu.

A crença na influência das constelações, das que, sobretudo, constituem os doze signos do Zodíaco, vem da idéia que ligam ao nome que levam; se a que é chamada leão tivesse sido chamada asno ou ovelha, certamente, lhe teria sido atribuída uma outra influência.

13. – A partir de Copérnico e de Galileu, as velhas cosmogonias foram destruídas para sempre; a astronomia não podia senão  avançar,  e não recuar. A história diz das lutas que  esses   homens de gênio tiveram que sustentar contra os   preconceitos,  e, sobretudo, contra o espírito de seita, interessados na manutenção dos erros sobre os quais havia fundado a crença que se pensava assentada sobre base inquebrantável.  Bastou um instrumento ótico para derrubar um alicerce de vários milhares de anos. Mas nada poderia prevalecer contra uma verdade, reconhecida como tal. Graças à imprensa, o público, iniciado nas idéias novas, começou a não mais se embalar de ilusões e tomar parte na  luta; não era mais contra alguns indivíduos que era preciso  combater,  mas  contra  a opinião  geral, que tomava a  defesa  da  verdade.

Quanto o Universo é grande em comparação com as mesquinhas proporções que lhe assinalavam nossos pais! Quanto a obra de Deus é sublime, quando se vê cumprida segundo as leis eternas da Natureza! Mas, também, quanto tempo, quantos esforços de gênio, quanto devotamento foram necessários para abrir os olhos e arrancar, enfim, a cegueira da ignorância!

14. – O caminho estava, doravante, aberto, por onde