A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-PRIMEIRO 1842

por diferentes categorias de Espíritos, mais ou menos aptos ou rebeldes ao progresso. Os corpos, recebendo a impressão do caráter do Espírito, e esses corpos procriando segundo o seu tipo respectivo, disso resultaram diferentes raças, no físico como no moral (Nº 11). Os Espíritos similares, continuando a se encarnar de preferência entre seus semelhantes, perpetuaram o caráter distintivo físico e moral das raças e dos povos, que não se perde senão com o tempo pela sua fusão e o progresso dos Espíritos. (Revista Espírita, julho de 1860, página 198: Frenologia e fisiognomonia).

31. – Podem-se  comparar os Espíritos que vieram povoar a Terra a essas multidões de emigrantes, de origens diversas, que vão se estabelecer sobre uma terra virgem. Encontram a  madeira  e  a  pedra  para fazerem as suas habitações, e cada um dá à sua um cunho diferente segundo o  grau  de  seu   saber e seu gênio particular. Agrupam-se por analogia de origens e de gostos; esses grupos acabam por formar tribos, depois povos, tendo cada um seus costumes e o seu caráter próprio.

32. – O progresso, pois, não foi uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes, naturalmente, passaram as outras, sem contar que Espíritos, novamente nascidos na vida espiritual, vindo se encarnar sobre a Terra depois dos primeiros aí chegados, tornam a diferença do progresso mais sensível. Seria impossível, com efeito, atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que se distinguem com dificuldade do macaco, que aos Chineses, e ainda menos que aos Europeus civilizados.

Esses Espíritos de selvagens, entretanto, pertencem também à Humanidade; esperarão um dia o nível de seus primogênitos, mas não será isso certamente nos corpos da mesma raça física, impróprios a um certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não mais estiver em relação com o seu desenvolvimento, emigrarão desse meio para se encarnarem num grau superior, e assim por diante até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra, para passar a outros mundos, mais e mais avançados. (Revista Espírita, abril de 1862, página 97: Perfectibilidade da raça negra).