O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 187

289 – Nossos parentes e nossos amigos vêm algumas vezes ao nosso reencontro, quando deixamos a Terra?

– Sim, vêm ao encontro da alma que estimam; felicitam-na como ao retorno de uma viagem, se ela escapou aos perigos do caminho, e a ajudam a livrar-se dos laços corporais. É um privilégio para os bons Espíritos quando aqueles que estimam vêm ao seu encontro , ao passo que aquele que está manchado fica no isolamento, ou a rodeá-lo tem apenas os que lhe são semelhantes: é uma punição.

290 – Os parentes e os amigos reúnem-se sempre depois da morte?

– Isso depende da sua elevação e do caminho que seguem para seu progresso. Se um deles está mais avançado e caminha mais depressa que outro, não poderão ficar juntos: poderão ver-se algumas vezes, mas não estarão reunidos para sempre, senão quando puderem marchar lado a lado ou quando tiverem alcançado a igualdade na perfeição. Assim, a privação de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.

RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS DOS

ESPÍRITOS. METADES ETERNAS.

291 – Além da semelhança geral de afinidade, há entre os Espíritos afeições particulares?

– Sim, do mesmo modo que entre os homens; todavia, o laço que une os Espíritos é mais forte na ausência do corpo, por não estarem mais expostos às vicissitudes das paixões.

292 – Existe ódio entre os Espíritos?

– Não existe ódio senão entre os Espíritos impuros e são eles que insuflam, entre vós, as inimizades e as dissensões.

293 – Duas pessoas que foram inimigas sobre a Terra, conservarão ressentimento, uma contra a outra, no mundo dos Espíritos?

– Não, elas compreenderão que seu ódio foi estúpido e o motivo pueril. Os Espíritos imperfeitos conservam apenas uma espécie de animosidade, até que estejam purificados. Se foi um interesse material que os dividiu, eles não pensarão mais nisso, por pouco que sejam desmaterializados. Se não