O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 189

unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a felicidade completa.

299 – Em que sentido se deve entender o termo metade de que certos Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?

– A expressão é inexata; se um Espírito fosse a metade de outro, separado dele, seria incompleto.

300 – Dois Espíritos perfeitamente simpáticos, uma vez reunidos o serão pela eternidade ou podem se separar unindo-se a outros Espíritos?

– Todos os Espíritos são unidos entre si; falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, quando um Espírito se eleva, não tem a mesma simpatia por aqueles que deixou atrás.

301 – Dois Espíritos simpáticos são o complemento um do outro ou essa simpatia é o resultado de uma identidade perfeita?

– A simpatia que atrai um Espírito para o outro é o resultado da perfeita concordância de suas inclinações, de seus instintos. Se um devesse completar o outro, perderia sua individualidade.

302 – A identidade necessária para a simpatia perfeita consiste na semelhança de pensamentos e de sentimentos ou, também, na uniformidade de conhecimentos adquiridos?

– Na igualdade dos graus de elevação.

303 – Os Espíritos que não são simpáticos hoje, poderão sê-lo mais tarde?

– Sim, todos o serão. Assim, o Espírito que está, hoje, numa esfera inferior em se aperfeiçoando alcançará a esfera onde reside o outro. Seu reencontro terá lugar mais prontamente, se o Espírito mais elevado, suportando mal as provas a que está submetido, permanece no mesmo estado.

– Dois Espíritos simpáticos poderão deixar de sê-lo?

– Certo, se um é preguiçoso.

A teoria das metades eternas é uma figura que representa a