O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 192

311 – O respeito que se tem às coisas materiais deixada pelo Espírito atrai a sua atenção sobre esses mesmos objetos e ele vê esse respeito com prazer?

– O Espírito é sempre feliz por ser lembrado; as coisas dele, que se conservaram, trazem-no à memória, porém, é o pensamento que o atrai para vós e não seus objetos.

312 – Os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos que experimentaram durante sua última existência corporal?

– Freqüentemente, eles a conservam e essa lembrança lhes faz sentir melhor o preço da felicidade que podem gozar como Espíritos.

313 – O homem que foi feliz neste mundo, lamenta seus prazeres, quando deixa a Terra?

– Somente os Espíritos inferiores podem lamentar as alegrias que se harmonizam com a sua imperfeição e que expiam pelos seus sofrimentos. Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.

Tal o homem adulto que despreza aquilo que fez as delícias da sua infância.

314 – Aquele que começou grandes trabalhos com fim útil e que os vê interrompidos pela morte, lamenta, no outro mundo, tê-los deixado inacabados?

– Não, porque vê que outros estão destinados a terminá-los. Ao contrário, procura influenciar outros Espíritos humanos a continuá-los. Seu objetivo sobre a Terra foi o bem da Humanidade; esse objetivo é o mesmo no mundo dos Espíritos.

315 – Aquele que deixou trabalhos de arte e de literatura, conserva, pelas suas obras, o amor que tinha quando vivo?

– Segundo sua elevação, ele os julga sob outro ponto de vista e, freqüentemente, condena aquilo que mais admirava.

316 – O Espírito se interessa ainda pelos trabalhos que se executam sobre a Terra pelo progresso das artes e das ciências?

– Isso depende da sua elevação ou da missão que pode ter que desempenhar. O que vos parece magnífico, freqüente-