A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1922

não existe nenhum meio de controle, mas bem se um fato dessa natureza é possível.

Uma coisa certa é que nesta circunstância a luz não podia ser uma estrela. Podia-se acreditá-lo na época, quando se pensava que as estrelas são pontos luminosos pregados no firmamento, e que podiam cair sobre a Terra; mas não hoje que se conhece a sua natureza.

Por não ter a causa que se lhe atribui, o fato da aparição de uma luz, tendo o aspecto de uma estrela, não é menos uma coisa possível. Um Espírito pode aparecer sob uma forma luminosa, ou transformar uma parte do seu fluido perispiritual em um ponto luminoso. Vários fatos deste gênero, recentes e perfeitamente autênticos, não têm outra causa, e essa causa nada tem de sobrenatural. (Cap. XIV, nº 13 e seg.).

DUPLA VISTA

ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM.

5. – Quando se aproximaram de Jerusalém, e que chegaram a Betfagé, junto da montanha das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, – e lhes disse: Ide a essa cidade que está diante de vós, e ali chegando encontrareis uma jumenta amarrada e seu jumentinho junto dela; soltai-a e trazei-os a mim. – Se alguém vos disser qualquer coisa, dizei-lhe que o Senhor tem necessidade deles, e logo os deixará levar. – Ora, tudo isto se fez para que esta palavra do profeta se cumprisse: Dizei à filha de Sião: Eis vosso rei que vem a vós, cheio de doçura, montado sobre uma jumenta, e sobre um jumentinho daquela que está sob o jugo. (Zacarias, IX, v. 9,10).

Os discípulos se foram, pois, e fizeram o que Jesus lhes ordenara. – E tendo levado a jumenta e o jumentinho, os cobriram com as suas vestes, e o fizeram montar. (São Mateus, cap. XXI, v, de 1 a 7).

BEIJO DE JUDAS.

6. – Levantai-vos, vamos, aquele que me deve trair está perto daqui. – E não tinha ainda terminado estas pala-