A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1935

com respeito aos partidários de Jesus. Assim, eis um homem que é expulso, porque não pode crer que aquele que o curou seja um possuído pelo demônio, e porque glorifica a Deus pela sua cura! Não é o que se faz com relação aos Espíritas? O que eles obtêm: Sábios conselhos dos Espíritos, retornam a Deus e ao bem, curas, tudo é obra do diabo e se lhes lançam anátema. Não vêem os sacerdotes dizerem do alto do púlpito, que valeria mais permanecer incrédulo do que retornar à fé pelo Espiritismo? Não se tem visto dizer aos enfermos que não deveriam mais se fazer curar pelos Espíritos que possuem esse dom, porque é um dom satânico? Outros pregarem que os infelizes não deveriam aceitar o pão distribuído pelos Espíritas, porque era o pão do diabo? Que dizem e que fazem a mais os sacerdotes Judeus e fariseus? De resto, está dito que tudo deve se passar hoje como no tempo do Cristo.

Esta pergunta dos discípulos: Foi o pecado desse homem que foi a causa dele ser cego de nascença? indica a intuição de uma existência anterior, de outro modo não teria sentido; porque o pecado que seria a causa de uma enfermidade de nascença deveria ser cometido antes do nascimento, e, por conseguinte, numa existência anterior. Se Jesus visse aí uma idéia falsa, ter-lhe-ia dito: "Como esse homem poderia pecar antes de nascer?" Em lugar disso, disse que esse homem era cego, não foi porque haja pecado, mas a fim de que o poder de Deus brilhe nele; quer dizer, que deveria ser o instrumento de uma manifestação do poder de Deus. Se não era uma expiação do passado, era uma prova que deveria ser-lhe para o seu adiantamento, porque Deus, que é justo, não poderia lhe impor um sofrimento sem compensação.

Quanto aos meios empregados para curá-lo, é evidente que a espécie de lama feita com a saliva e a terra não poderia ter virtude senão pela ação do fluido curador de que estava impregnada; assim é que as substâncias mais insignificantes: a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas sob a ação do fluido espiritual ou magnético, aos quais servem de veículo, ou, querendo-se, de reservatório.

NUMEROSAS CURAS DE JESUS.

26. – Jesus ia por toda Galiléia, ensinando nas sina