A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1938

31. – Quando chegou ao lugar onde estavam os outros discípulos, viu uma grande multidão de pessoas ao redor deles, e escribas que com eles disputavam. – Imediatamente todo o povo, percebendo Jesus, foi tomado de admiração e de medo; correram e o saudaram.

Então, ele perguntou: O que disputais juntos? – E um homem entre o povo, tomando a palavra, disse-lhe: Mestre, eu vos trouxe meu filho que está possuído de um Espírito mudo; – e em qualquer lugar que se apodera dele, joga-o contra a terra, e o menino espuma, range os dentes, e se torna todo seco. Pedi aos vossos discípulos para expulsá-lo, mas não o puderam.

Jesus lhes respondeu: Ó gente incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-o a mim? – Eles o conduziram; e não tinha ele antes visto Jesus, e o Espírito começou a se agitar com violência, e caiu por terra, onde rolava espumando.

Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo isso acontece? – Desde a sua infância, disse o pai. – E o Espírito o tem freqüentemente lançado, ora no fogo, ora na água, para fazê-lo perecer; mas se podeis fazer alguma coisa, tende compaixão de nós e socorrei-nos.

Jesus lhe respondeu: Se podeis acreditar, tudo é possível à aquele que crê. – Imediatamente o pai do menino, exclamando, disse-lhe com lágrimas: Senhor, eu creio, ajudai-me na minha incredulidade.

E Jesus, vendo que o povo acorria em multidão, falou com ameaça ao Espírito impuro, e lhe disse: Espírito surdo e mudo, sai do menino, eu to ordeno, e nele não entres mais. – Então, esse Espírito, tendo lançado um grande grito, e tendo se agitado com violentas convulsões saiu, e o menino ficou como morto, de sorte que vários disseram que ele estava morto. – Mas Jesus, tendo-o tomado pela mão, o ergueu, e ele se levantou.

Quando Jesus foi entrar na casa, seus discípulos lhes disseram em particular: De onde vem que não pudemos expulsar esse demônio? – Ele lhes respondeu: Essas espécies de demônios não podem ser expulsas senão pela prece e pelo jejum. (São Marcos, cap. IX, v. de 14 a 28).