A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1939

32. – Então, lhe apresentaram um possesso, cego e mudo, e o curou, de sorte que começou a falar e a ver. – Todo o povo com isso se encheu de admiração e dizia: Não está aí o filho de David?

Mas os fariseus, ouvindo isso, diziam: Esse homem não expulsa os demônios senão pela virtude de Belzebu, príncipe dos demônios.

Ora, Jesus, conhecendo os seus pensamentos, lhes disse: Todo reino dividido contra si mesmo, será arruinado, e toda cidade ou casa que estiver dividida contra si mesma, não poderá subsistir. – Se Satanás expulsa a Satanás, ele está dividido contra si mesmo; como, pois, seu reino subsistirá? E se é por Belzebu que eu expulso os demônios, por quem os vossos filhos os expulsam? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. – Se expulso os demônios pelo Espírito de Deus, o reino de Deus, pois, chegou até vós. (São Mateus, cap. XII, v. de 22 a 28).

33. – As libertações dos possessos figuram, com as curas, entre os atos mais numerosos de Jesus. Entre os fatos dessa natureza, há os que, como aquele que está narrado acima, no nº 30, onde a possessão não é evidente. É provável que nessa época, como ocorre ainda em nossos dias, atribuía-se à influência dos demônios todas as enfermidades cuja causa era desconhecida, principalmente o mutismo, a epilepsia e catalepsia. Mas há as que a ação dos maus Espíritos não é duvidosa; têm, com aquelas com as quais somos testemunhas, uma analogia tão chocante, que nela se reconhecem, todos os sintomas desse gênero de afecção. A prova da participação de uma inteligência oculta, em semelhante caso, ressalta de um fato material: São as numerosas curas radicais obtidas, em alguns centros espíritas, pela só evocação e a moralização dos Espíritos obsessores, sem magnetização nem medicamentos, e, freqüentemente, na ausência e a distância do paciente. A imensa superioridade do Cristo lhe dava uma tal autoridade sobre os Espíritos imperfeitos, então chamados demônios, que lhe bastava mandá-los se retirarem para que não pudessem resistir a essa injunção. (Cap. XIV, nº 46).

34. – O fato de maus Espíritos enviados aos corpos de porcos é contrário a toda probabilidade. Aliás, explicar-se-ia dificilmente a presença de tão numeroso rebanho de