O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 194

reconhece perfeitamente, à medida que lhe volta a lembrança do passado e se apaga a impressão da vida terrestre. (163 e seguintes.)

COMEMORAÇÃO DOS MORTOS. FUNERAIS.

320 – Os Espíritos ficam sensibilizados, ao lembrarem-se deles os que amaram sobre a Terra?

– Às vezes mais do que podeis crer; se são felizes, essa lembrança aumenta-lhes a felicidade; se são infelizes, são para eles um alívio.

321 – O dia da comemoração dos mortos tem alguma coisa de mais solene para os Espíritos? Eles se preparam para vir visitar os que irão orar sobre seus despojos?

– Os Espíritos atendem ao apelo do pensamento, nesse dia como nos outros dias.

– Esse dia é para eles um dia de encontro junto às suas sepulturas?

– Nesse dia estão aí em maior número, porque existem mais pessoas que os chamam; mas cada um vem por causa dos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes.

– Sob que forma aí comparecem e como os veríamos, se pudessem tornar-se visíveis?

– Sob a que eram conhecidos como encarnados.

322 – Os Espíritos esquecidos, cujos túmulos ninguém vai visitar, também aí comparecem, apesar disso, e ficam pesarosos ao verem que ninguém se lembra deles?

– Que lhes importa a Terra? Não se prendem senão pelo coração. Se aí não há amor, não há nada que retenha o Espírito: ele tem todo o Universo para si.

323 – A visita ao túmulo dá mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita em sua intenção?

– A visita ao túmulo é um modo de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a imagem. Já vos disse: é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar, se ela é ditada pelo coração.