A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1944

pedido, subiu sozinho sobre uma montanha para orar, e tendo chegado a tarde, encontrou-se só naquele lugar.

Entretanto, o barco era fortemente batido pelas ondas no meio do mar, porque o vento estava contrário. – Mas, na quarta vigília da noite, Jesus veio a eles andando sobre o mar (1). – Quando o viram andar assim sobre o mar, ficaram perturbados e disseram: É um fantasma, e gritaram de pavor. Imediatamente Jesus lhes falou e lhes disse: Tranqüilizai-vos, sou eu, não temais de nenhum modo.

Pedro lhe respondeu: Senhor, se sois vós, mandai que eu vá a vós caminhando sobre as águas. Jesus lhe disse: Vinde. E Pedro, descendo do barco, caminhava sobre as águas para ir até Jesus. Mas, vendo um grande vento, teve medo; e começando a afundar, exclamou: Senhor, salvai-me. – Logo Jesus lhe estendendo a mão, pegou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, porque duvidastes? – E tendo subido para o barco, o vento cessou. – Então aqueles que estavam nesse barco, se aproximando dele o adoraram dizendo: Sois verdadeiramente o filho de Deus. (São Mateus, cap. XIV, v. de 22 a 33).

42. – Este fenômeno encontra a sua explicação natural nos princípios expostos acima, cap. XIV, nº 43.

Exemplos análogos provam que não é nem impossível, nem miraculoso, uma vez que está nas leis da Natureza. Pode ser produzido de duas maneiras.

Jesus, embora vivente, pôde aparecer sobre as águas de uma forma tangível, ao passo que o seu corpo carnal estava alhures: é a hipótese mais provável. Pode-se mesmo reconhecer, na narração, certos sinais característicos das aparições tangíveis. (Cap. XIV, nºs 35 a 37).

Por outro lado, seu corpo poderia estar sustentado, e sua gravidade ser anulada pela mesma força fluídica que mantém uma mesa no espaço sem ponto de apoio. O mesmo efeito foi várias vezes produzido sobre corpos humanos.

TRANSFIGURAÇÃO

43. – Seis dias depois, Jesus, levando consigo Pedro,


(1) o lago de Genesaré ou de Tiberíades.