O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VI - VIDA ESPÍRITA 195

324 – Os Espíritos de pessoas às quais se elevaram estátuas ou monumentos, assistem às suas inaugurações e as vêem com prazer?

– Muito, e aí comparecem quando podem, porém, são menos sensíveis às homenagens que lhes prestam que à lembrança.

325 – De onde provém o desejo de certas pessoas de serem enterradas num lugar mais do que noutro? Revêem esse lugar com maior satisfação depois da morte? Essa importância dada a uma coisa material é um sinal da inferioridade do Espírito?

– Afeição do Espírito por certos lugares: inferioridade moral. Que vale um pedaço de terra mais que outro para um Espírito elevado? Não sabe ele que a sua alma se reunirá aos que ama, mesmo quando os ossos estejam separados?

– A reunião dos despojos mortais de todos os membros de uma mesma família deve ser considerada como uma coisa fútil?

– Não, é um costume piedoso e um testemunho de simpatia pelos entes amados; se essa reunião pouco importa aos Espíritos, ela é útil aos homens: as lembranças são mais concentradas.

326 – A alma, voltando à vida espiritual, fica sensibilizada com as homenagens prestadas aos seus despojos mortais?

– Quando o Espírito alcançou um certo grau de perfeição, não tem mais a vaidade terrena e compreende a futilidade de todas essas coisas. Ficai sabendo, há Espíritos que nos primeiros momentos da sua morte material sentem um grande prazer com as homenagens que lhes prestam, ou um desgosto com o abandono dos seus despojos, porque conservam, ainda, alguns preconceitos desse mundo.

327 – O Espírito assiste ao seu enterro?

– Muito freqüentemente, assiste mas, algumas vezes, não compreende o que se passa, se está ainda perturbado.

– Ele se lisonjeia com a concorrência de assistentes ao seu enterro?

– Mais ou menos, de acordo com o sentimento que os anima.