A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO 1962

da posteridade. Tais são as conseqüências lógicas desse sistema, conseqüências que não são admissíveis, porque o abaixam moralmente, em lugar de elevá-lo.

Jesus teve, pois, como todos, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que atestam os fenômenos materiais e os fenômenos psíquicos que assinalaram a sua vida.

67. – Essa idéia sobre a natureza do corpo de Jesus não é nova. No quarto século, Apolinário, de Laodicéia, chefe da seita dos Apolinaristas, pretendia que Jesus não tomara um corpo como o nosso, mas um corpo impassível, que desceu do céu, no seio da santa Virgem, e não era nascido dela; que assim Jesus não nascera, não sofrera e não morrera senão em aparência. Os apolinaristas foram anatematizados no concílio de Alexandria, em 360; no de Roma em 374, e no de Constantinopla em 381.

Os Docetas (do grego dokein, parecer), seita numerosa dos Gnósticos, que subsistiu durante os três primeiros séculos, tinham a mesma crença.