O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VII - RETORNO À VIDA CORPORAL 198

le  que  recua  diante  de  um  remédio  salutar que o pode curar.

333 – Se um Espírito se encontra bastante feliz, numa condição mediana entre os Espíritos errantes, da qual não tem ambição de se elevar, poderia prolongar esse estado indefinidamente?

– Não indefinidamente; o progresso é uma necessidade que o Espírito experimenta, cedo ou tarde. Todos devem elevar-se: é seu destino.

334 – A união da alma, com tal ou tal corpo, é predestinada ou é apenas no último momento que se faz a escolha?

– O Espírito é sempre designado antes. O Espírito, escolhendo a prova que deve suportar, pede a encarnação. Ora, Deus que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê antecipadamente que tal alma se unirá a tal corpo.

335 – O Espírito tem o direito de escolher o corpo no qual vai encarnar ou somente o gênero de vida que lhe deve servir de prova?

– Pode, também escolher o corpo, porque as imperfeições desse corpo são para ele provas que ajudam o seu progresso, se vence os obstáculos que nele encontra, mas a escolha não depende sempre dele; ele pode pedir.

– Poderia o Espírito, no último momento, recusar o corpo escolhido por ele?

– Se o recusasse, sofreria sempre mais do que aquele que não tentou nenhum prova.

336 – Poderia acontecer que uma criança que deveria nascer, não encontrasse Espírito que quisesse se encarnar nela?

– Deus aí proveria. A criança, desde que deva nascer viável, está sempre predestinada a ter uma alma; nada é criado sem finalidade.

337 – A união do Espírito com o corpo pode ser imposta por Deus?

– Pode ser imposta, assim como as diferentes provas,