A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-SÉTIMO 1980

guiriam à sua morte, sem que haja neste fato nada de sobrenatural, uma vez que é visto reproduzir-se sob os nossos olhos nas condições mais vulgares. Não é raro que indivíduos anunciem, com precisão, o instante de sua morte: é que a sua alma, no estado de desligamento, é como o homem da montanha (cap. XVI, nº 1º); ela abarca o caminho a percorrer e lhe vê o fim.

Tanto melhor deveria ser assim com Jesus, que tendo consciência da missão que vinha cumprir, sabia que a morte pelo suplício dela era a conseqüência necessária. A visão espiritual, que era permanente nele, assim como a penetração do pensamento, devia mostrar-lhe as circunstâncias da época fatal. Pela mesma razão, ele podia prever a ruína do Templo, a de Jerusalém, as infelicidades que atingiriam os seus habitantes, e a dispersão dos Judeus.

MALDIÇÃO AOS FARISEUS

22. – (João Batista). Vendo vários dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, ele lhes disse: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera que deve cair sobre vós? – Fazei, pois, dignos frutos de penitência; e não penseis em vos dizer: Nós temos Abraão por pai; ora, eu vos declaro que Deus pode fazer nascer, mesmo destas pedras, filhos a Abraão; – porque o machado está posto à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. (São Mateus, cap. III, v. de 7 a 10).

23. – Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o reino dos céus; porque vós mesmos nele não entrareis, e vos opondes ainda àquele que deseja nele entrar!

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque, sob o pretexto de longas preces, devorais as casas da s viúvas; por isso é que recebereis um julgamento mais rigoroso!

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois que ele chegou, o tornais duas vezes mais digno do inferno do que vós!