O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VII - RETORNO À VIDA CORPORAL 201

– Ele escolhe outro.

– Qual pode ser a utilidade dessas mortes prematuras?

– As imperfeições da matéria são as mais freqüentes causas dessas mortes.

347 – De que utilidade pode ser para o Espírito sua encarnação num corpo que morre poucos dias depois do nascimento?

– O ser não tem consciência bastante desenvolvida de sua existência; a importância da morte é quase nula. Co-mo vos dissemos, é freqüentemente uma prova para os pais.

348 – O Espírito sabe, de antemão, que o corpo que ele escolheu não tem chance de vida?

– Sabe-o algumas vezes, porém, se escolheu por esse motivo, é porque está recuando diante da prova.

349 – Quando uma encarnação falha para o Espírito, por uma causa qualquer, ela é suprida imediatamente por outra?

– Nem sempre imediatamente; o Espírito precisa de tempo para escolher de novo, a menos que a reencarnação imediata não provenha de uma determinação anterior.

350 – O Espírito, uma vez unido ao corpo da criança e quando já não pode voltar atrás, lamenta, algumas vezes, a escolha que fez?

– Queres dizer se, como homem, lastima a vida que tem? Se desejaria outra? Sim; se lamenta a escolha que fez? não, ele não sabe que a escolheu. O Espírito, uma vez encarnado, não pode lamentar uma escolha da qual não tem consciência. Mas pode achar a carga muito pesada, e se a crê acima de suas forças recorre, então, ao suicídio.

351 – No intervalo entre a concepção e o nascimento, o Espírito goza de todas as suas faculdades?

– Mais ou menos de acordo com a época, porque ele não está ainda encarnado, mas vinculado. Desde o instante da concepção, a perturbação começa a se assenhorear do Espírito, advertindo-o de que é chegado o momento de  tomar  uma