A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-OITAVO 2010

11. – A previsão dos movimentos progressivos da Humanidade nada tem de surpreendente entre os seres desmaterializados que vêem o objetivo para o qual tendem todas as coisas, dos quais alguns possuem o pensamento direto de Deus, e que julgam, nos movimentos parciais, o tempo no qual se poderá cumprir um movimento geral, como se julga antecipadamente o tempo que é necessário a uma árvore para produzir frutos, como os astrônomos calculam a época de um fenômeno astronômico pelo tempo que é necessário a um astro para cumprir a sua revolução.

12. – A Humanidade é um ser coletivo no qual se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual, com esta diferença de que umas se cumprem de ano em ano, e as outras de século em século. Seguindo-a em suas evoluções através dos tempos, ver-se-á a vida de diversas raças marcada por períodos que dão, a cada época, uma fisionomia particular.

13. – A marcha progressiva da Humanidade se opera de duas maneira, como dissemos: uma gradual, lenta, insensível, considerando-se as épocas aproximadas, que se traduzem por melhorias sucessivas nos costumes, nas leis, nos usos, e não se percebe senão com o tempo, como as mudanças que as correntes de água trazem para a superfície do globo; a outra, por movimentos relativamente bruscos, rápidos, semelhantes aos de uma torrente rompendo os diques, que lhe fazem atravessar, em alguns anos, o espaço que ela levaria séculos para percorrer. É então um cataclismo moral que engole, em alguns instantes, as instituições do passado, e às quais sucede uma nova ordem de coisas que assentam pouco a pouco, à medida que a calma se restabelece em definitivo.

Aquele que viver bastante tempo para abarcar as duas vertentes na nova fase, parecerá que um novo mundo haja saído das ruínas do antigo; o caráter, os costumes, os usos, tudo está mudado; é que, com efeito, homens


te de estrelas cadentes, em novembro de 1866, que os seus habitantes ficaram aterrorizados. Foi desde esse momento que a doença, que grassava, há alguns meses, de maneira bastante benigna, tornou-se um verdadeiro fragelo desvastador. Estava bem aí um sinal no céu, e é talvez nesse sentido que é necessário entender as estrelas cadentes do céu, das quais fala o Evangelho, como um dos sinais do tempo. (Detalhes sobre a epidemia da Ilha Maurícia, Revista Espírita, julho de 1867, página 208; novembro de 1868, página 321).