O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VII - RETORNO À VIDA CORPORAL 212

A infância tem, ainda, uma outra utilidade: os Espíritos não entram na vida corporal senão para se aperfeiçoar, se melhorar; a fraqueza da pouca idade os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que os devem fazer progredir. É quando se pode reformar seu caráter e reprimir-lhes as más inclinações; tal é o dever que Deus confiou aos pais, missão  sagrada  pela  qual  deverão  responder.  Por isso, a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda ela é a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.

SIMPATIAS E ANTIPATIAS TERRENAS.

386 – Dois seres que se conhecem e se amam, podem se encontrar em uma outra existência corporal e se reconhecerem?

– Reconhecer-se, não; mas, ser atraído um para o outro, sim. Freqüentemente, essas ligações íntimas fundadas sobre uma afeição sincera, não têm outra causa. Dois seres se aproximam, um do outro, por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que são o fato da atração de dois Espíritos que se procuram na multidão.

– Não seria mais agradável, para eles, se reconhecerem?

– Nem sempre; a lembrança de existências passadas teria inconvenientes maiores do que acreditais. Depois da morte, eles se reconhecerão e saberão o tempo que passaram juntos. (392).

387 – A simpatia tem sempre por princípio um conhecimento anterior?

– Não, dois Espíritos que se compreendem, procuram-se naturalmente sem que tenham se conhecido como homens.

388 – Os encontros que ocorrem, algumas vezes, de certas pessoas e que se atribuem ao acaso, não seriam  o efeito de uma espécie de relações simpáticas?

– Há entre os seres pensantes laços que não conheceis ainda. O magnetismo é o guia desta ciência que compreendereis melhor mais tarde.

389 – De onde provém a repulsa instintiva que se experimenta por certas pessoas, à primeira vista?