OBRAS PÓSTUMAS - PRIMEIRA PARTE 2135

tudo admitindo, somos forçados a recorrer à nossa primeira suposição.

De resto, que o fenômeno haja ocorrido por uma ou por outra dessas causas, isso não tem nenhuma conseqüência; o fato existe, é o essencial: os da luz se explicam, igualmente, pela teoria da emissão e das ondulações; os da eletricidade, pelos fluidos positivo e negativo, vítreo e resinoso.

Num próximo estudo, apoiando-nos sobre as considerações que precedem, procuraremos estabelecer o que entendemos pela Fotografia e a Telegrafia do pensamento.

FOTOGRAFIA E TELEGRAFIA DO PENSAMENTO.

A fotografia e a telegrafia do pensamento são questões até aqui apenas afloradas. Como todas aquelas que não dizem respeito às leis que, por essência, devem ser universalmente manifestadas, foram relegadas a segundo plano, se bem que a sua importância seja capital e que os elementos de estudo, que elas encerram, sejam chamados a esclarecer muitos problemas, até aqui, permanecidos sem solução.

Quando um artista de talento executa um quadro, a obra magistral à qual consagra todo o gênio que adquiriu progressivamente, nele estabelece primeiro as grandes massas, de maneira a ser compreendido, desde o esboço, todo o partido que dele espera tirar; não é senão depois de ter elaborado minuciosamente o seu plano geral, que ele procede à execução dos detalhes; e, se bem que este trabalho deva ser tratado com mais cuidado talvez do que o esboço, seria, entretanto, impossível se este último não o precedesse. Ocorre o mesmo no Espiritismo. As leis fundamentais, os princípios gerais, cujas raízes existem no espírito de todo ser criado, deveram ser elaboradas desde a origem. Todas as outras questões, quaisquer que elas sejam, depen