OBRAS PÓSTUMAS - PRIMEIRA PARTE 2275

que seus mais velhos, não triunfarão em fazer o Espiritismo sair de seu caminho. Se causam algumas perturbações momentâneas e puramente locais, a Doutrina não periclita por isso; cedo, ao contrário, os espíritas extraviados reconhecerão os seus erros; virão concorrer, com um novo ardor, à obra um instante menosprezada, e, agindo de acordo com os Espíritos superiores que dirigem as transformações humanitárias, avançarão, a passos rápidos, para os tempos felizes prometidos à Humanidade regenerada.

CURTA RESPOSTA AOS DETRATORES DO ESPIRITISMO

O direito de exame e de crítica é um direito imprescritível, ao qual o Espiritismo não tem a pretensão de se subtrair, como não tem a de satisfazer todo o mundo. Cada um, pois, está livre para aprová-lo ou rejeitá-lo; mas ainda seria necessário discuti-lo com conhecimento de causa; ora, a crítica não tem senão, muito freqüentemente, provado a sua ignorância de seus princípios mais elementares, fazendo-lhe dizer precisamente ao contrário do que ele diz, atribuindo-lhe o que nega, confundindo-o com as imitações grosseiras e burlescas do charlatanismo, dando, enfim, como a regra de todos, as excentricidades de alguns indivíduos. Muito freqüentemente, também, a malevolência quis torná-lo responsável por atos repreensíveis ou ridículos, onde seu nome foi misturado incidentemente, e disso faz uma arma contra ele.

Antes de imputar a uma doutrina a incitação a um ato repreensível qualquer, a razão e a eqüidade querem que se examine se essa doutrina contém as máximas próprias para justificarem esse ato.

Para conhecer a parte de responsabilidade que incumbe ao Espiritismo numa dada circunstância, há um meio muito simples, que é o de inquirir de boa fé, não