OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2289

Nota. – Isto é perfeitamente exato; quando minha mãe me aparecia em sonho, eu sentia uma emoção indescritível, o que o médium não poderia saber.

Perg. Quando, há algum tempo, evocamos S, e lhe perguntamos se poderia ser o gênio protetor de um de nós, ele respondeu: "Que um de vós se mostre digno e eu estarei com ele: Z. vos dirá;" crês-me capaz desse favor? – Resp. Se tu o queres. – Perg. Que é preciso fazer para isso? Resp. Fazer todo o bem que encontrares por fazer e suportar as penas da vida com coragem.

Perg. – Estou apto, pela natureza de minha inteligência, para penetrar, tanto quanto é permitido ao homem fazê-lo, as grandes verdades de nossa destinação futura? – Resp. Sim, tens a aptidão necessária, mas o resultado dependerá da perseverança no trabalho. – Perg. Posso concorrer para a propagação dessas verdades? – Resp. Sem dúvida. – Perg. Por quais meios? – Resp. Sabê-lo-ás mais tarde; à espera, trabalha.

25 DE MARÇO DE 1856

(Em casa do sr. Baudin, méd. srta. Baudin).

MEU GUIA ESPIRITUAL.

Eu morava, nessa época, na rua dos Mártyrs, nº 8, no segundo andar, no fundo do corredor. Uma noite, estando em meu gabinete de trabalho, pequenos golpes reiterados se fizeram ouvir contra a divisória que me separava do quarto vizinho. De início, não lhe prestei nenhuma atenção; mas, como esses golpes persistiam com mais força, mudando de lugar, fiz uma exploração minuciosa dos dois lados da divisória, escutei se provinham de um outro andar, e não descobri nada. O que havia de particular é que, cada vez que eu fazia procuras, o ruído cessava, e recomeçava logo que me repu-