OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2330

tas, pensam em se escorar contra a onda que sobe, e essa onda é a consciência humana que se insurge, enfim, depois de séculos de espera, contra a minoria que explora as forças vivas das nacionalidades.

Nacionalidades! Possa a Rússia não ter encontrado um escolho terrível, nessa palavra, um Cabo das Tormentas! Bem-amado país, possam os teus homens de Estado não esquecer que a grandeza de um país não consiste em ter fronteiras indefinidas, muitas províncias, e não aldeias, algumas grandes cidades num oceano de ignorância, de planícies imensas, desertas e estéreis, inclementes como a inveja, como tudo o que é falso e bate falso. O Sol achará bom não se deitar sobre as vossas conquistas, não haverá menos deserdados, rangeres de dentes, todo um inferno ameaçador e escancarado como a imensidade.

E, no entanto, as nações, como os governos, têm o seu livre arbítrio; como as simples individualidades, sabem se dirigir para o amor, a união, a concórdia; fornecerão à tempestade anunciada, elementos elétricos próprios para melhor destruí-las e desagregá-las.

INNOCENT.

Em sua vida, arcebispo de Táurida.

30 DE JANEIRO DE 1866

(Lyon. Grupo Villon. - Méd. sr. G.)

A NOVA GERAÇÃO.

A Terra vibra de alegria; o dia do Senhor se aproxima; tudo o que é cabeça entre nós conspira para a inveja entrar na liça. Já o Espírito de algumas valentes almas encarnadas sacode o seu corpo para destruí-lo; a carne confusa não sabe o que pensar, um fogo