OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE 2338

Não sentis como um vento que sopra sobre a Terra e agita todos os Espíritos? O mundo está numa espera e como tomado de um vago pressentimento da aproximação da tempestade.

Não credes, no entanto, no fim do mundo material; a Terra progrediu desde a sua transformação; deve progredir ainda, e não ser destruída. Mas a Humanidade chegou a um de seus períodos de transformação, e a Terra vai se elevar na hierarquia dos mundos.

Não é, pois, o fim do mundo material que se prepara, mas o fim do mundo moral: é o velho mundo, o mundo dos preconceitos, do egoísmo, do orgulho e do fanatismo que desaba; cada dia leva-lhe alguns resíduos. Tudo acabará para ele com a geração que dele se vai, e a geração nova elevará o novo edifício que as gerações seguintes consolidarão e completarão.

De mundo de expiação, a Terra está chamada a se tornar, um dia, um mundo feliz, e sua habitação será uma recompensa, em lugar de ser uma punição. O reino do bem deve nela suceder ao reino do mal.

Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela não seja povoada senão por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que não quererão senão o bem. Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se cumprirá, nesse momento, entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque nela levariam, de novo, a perturbação e seriam um obstáculo ao progresso. Irão expiar o seu endurecimento em mundos inferiores, onde levarão os seus conhecimentos adquiridos, e que terão por missão fazê-los avançar. Serão substituídos na Terra por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a justiça, a paz e a fraternidade.

A Terra, dissemos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma gera-